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Bragantia - IAC-MARAVILHA, IAC-UNA, IAC-CARIOCA PYATÃ, IAC-CARIOCA ARUÃ, IAC-CARIOCA AKYTÃ E IAC-BICO DE OURO: NOVOS CULTIVARES DE FEIJOEIRO

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Bragantia

On-line version ISSN 1678-4499

Bragantia vol. 56 n. 1 Campinas  1997

http://dx.doi.org/10.1590/S0006-87051997000100008 

NOTA

 

IAC-MARAVILHA, IAC-UNA, IAC-CARIOCA PYATÃ, IAC-CARIOCA ARUÃ, IAC-CARIOCA AKYTÃ e IAC-BICO DE OURO:
NOVOS CULTIVARES DE FEIJOEIRO(1)

 

ANTONIO SIDNEY POMPEU (2,3)

 

 

RESUMO

Os novos cultivares de feijoeiro, IAC-Una, IAC-Maravilha, IAC-Carioca Aruã, IAC-Carioca Pyatã, IAC-Carioca Akytã e IAC-Bico de Ouro são descritos, neste trabalho, quanto à origem, características da planta, vagem, semente e tegumento. 'IAC-Una' e 'IAC-Maravilha', ambos do grupo Preto, são resistentes aos patógenos da antracnose, ferrugem e mosaico comum. 'IAC-Carioca Pyatã', 'IAC-Carioca Akytã', 'IAC-Carioca Aruã', do grupo Diversos, com sementes tipo Carioca, e 'IAC-Bico de Ouro', do grupo do mesmo nome, comportam-se como resistentes aos agentes patogênicos da antracnose, mosaico comum e exibem bons níveis de resistência aos fungos da ferrugem e da mancha-angular. Pela arquitetura de suas plantas, resistência a vários patógenos e por suas elevadas produções médias, 'IAC-Una', 'IAC-Maravilha', 'IAC-Carioca Aruã', 'IAC-Carioca Pyatã' e 'IAC-Carioca Akytã', com 2.133, 1.966, 2.041, 2.234 e 2.138 kg/ha, respectivamente, são recomendados para o plantio das águas, da seca e de inverno, enquanto 'IAC-Bico de Ouro', com 2.075 kg/ha, é indicado para o cultivo das águas e de inverno, em todo o Estado de São Paulo.

Termos de indexação: feijoeiro, novos cultivares, produtividade, resistência a patógenos.

 

ABSTRACT

IAC-MARAVILHA, IAC-UNA, IAC-CARIOCA PYATÃ, IAC-CARIOCA ARUÃ,IAC-CARIOCA AKYTÃ AND IAC-BICO DE OURO: NEW DRY BEAN CULTIVARS

The origin, morphological characteristics of plant, pod, seed and seed coat colors of the new dry bean (Phaseolus vulgaris) cultivars IAC-Una, IAC-Maravilha, IAC-Carioca Aruã, IAC-Carioca Pyatã, IAC-Carioca-Akytã and IAC-Bico de Ouro are described. 'IAC-Una' and 'IAC-Maravilha' are resistant to the agents of anthracnose, rust and common bean mosaic. 'IAC-Carioca Pyatã', 'IAC-Carioca Akytã', 'IAC-Carioca Aruã' and 'Bico de Ouro' are resistant to the anthracnose and common bean mosaic pathogens and also with good levels of resistance to the rust and angular leaf spot fungi. Due to their high mean yields, adaptation and plant type, IAC-Una, IAC-Maravilha, IAC-Carioca Aruã, IAC-Carioca Pyatã and IAC-Carioca Akytã with means of 2,133, 1,966, 2,041, 2,234 and 2,138 kg/ha were released to the growers of the State of São Paulo, Brazil, for planting in the rainy, dry and winter seasons. 'Bico-de-Ouro' with mean yield of 2,075 kg/ha was pointed out for the rainy and winter seasons.

Index terms: dry beans, new cultivars, disease resistance, yield.

 

 

Em 1993, a produção brasileira de feijão foi de 2.478.780 t em 3.885.195 ha com produtividade média de 638 kg/ha. Nesse ano, destacaram-se por suas produções, os Estados do Paraná, Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Santa Catarina, com 473.896, 362.074, 313.634, 298.500 e 293.540 t respectivamente. Essas produções foram obtidas em 577.644, 521.670, 630.548, 305.600 e 353.186 ha, proporcionando rendimentos médios de 820, 694, 497, 977 e 831 kg/ha (Informações Econômicas, 1994). Diversos fatores concorrem para esses baixos rendimentos, como a baixa porcentagem de utilização de sementes no plantio, a ausência de calagem, a adubação e o tratamento fitossanitário inadequados, a falta de água no florescimento e/ou na formação dos grãos ou o excesso, na colheita, e, ainda, a ocorrência de moléstias nas épocas de cultivo do feijoeiro. Dentre esses fatores, sobressaem-se as moléstias, em função da suscetibilidade do feijoeiro ao ataque de vários agentes patogênicos (Zaumeyer & Thomas, 1957), alguns com várias raças fisiológicas (Junqueira Netto et al., 1969; Menezes & Dianese, 1988; Sartorato et al., 1991; Paradela Filho et al., 1992; Lacerda et al., 1994), os quais têm nas sementes seu principal meio de disseminação.

O objetivo central do programa de melhoramento com o feijoeiro, na Seção de Genética do Instituto Agronômico, é o desenvolvimento de cultivares que reúnam alta capacidade produtiva, resistência aos principais patógenos que ocorrem no Estado de São Paulo, arquitetura de planta favorável à colheita mecânica e bom teor de proteína nas sementes. Neste trabalho, são descritas as principais características, como origem, caracteres de planta e semente, produtividade, adaptação e recomendação de cinco novos cultivares que se vêm apresentando como alternativas para o agricultor paulista.

Material e Métodos

As linhagens que deram origem aos cultivares foram avaliadas quanto à produção, reação aos patógenos e principais características agronômicas em ensaios instalados no cultivo das águas, em 1990-92, no da seca, em 1990-93, e no de inverno, em 1989-1993, em vários municípios paulistas produtores de feijão. Esses ensaios, inicialmente três por localidade e reduzidos, em seguida, para dois, desenvolveram-se em blocos ao acaso com cinco repetições, tendo o cultivar Carioca 80SH como controle. Cada parcela foi constituída por uma linha de 5 m, espaçada de 0,50 m no cultivo das águas e da seca e de 0,60 m no de inverno. Na linha, o espaçamento foi de 0,20 m, com três sementes por cova para, no desbaste, deixar duas plântulas ou 50 por parcela. Nos cultivos das águas e da seca, a semeadura sempre foi efetuada em condições de boa umidade no solo para a germinação satisfatória; nos ensaios de inverno, utilizou-se irrigação. A adubação básica consistiu em 430 kg/ha de 4:14:8 na semeadura, sendo complementada por 65 kg/ha de sulfato de amônio em cobertura, após o desbaste. Para o controle dos agentes patogênicos e pragas, utilizou-se uma mistura de paration metil, mevinfós e manzate na proporção de 2cc:2cc:2 g/L e de três a quatro pulverizações, as quais foram iniciadas após o desbaste das plântulas e realizadas a cada 15-20 dias.

Para as determinações do teor protéico nas sementes, seguiu-se o método descrito por Bataglia et al. (1978).

Origem: o cultivar IAC-Una é resultante da mistura das linhagens 51-1-1-1 e 51-1-1-2, originárias do cruzamento de DOR41 com H1178-100. A seleção inicial da planta 51 foi realizada na geração F2, em condições de campo, e os estudos de progênie para resistência ao fungo da antracnose, continuados até a geração F5,o que possibilitou a obtenção das referidas linhagens.

O 'IAC-Maravilha' é proveniente de seleção individual efetuada na geração F5 do cruzamento DOR41 x [(H5380-41.AB136) x (31-1-1-1.H791-16)] 6-1-1. Das várias linhagens obtidas nesse cruzamento, destacou-se a H3886-52 que se mostrou resistente ao patógeno da antracnose pelo estudo de progênie, e deu origem ao 'IAC-Maravilha'.

O cultivar IAC-Carioca Aruã resulta de seleção feita em F4 do cruzamento (10771.122) x [(H5380-41.A156) x (H5380-41.AB136)]. Os estudos de progênie, desenvolvidos em laboratório até a geração F6, mostraram que a linhagem H8522-50-2, da qual se originou o 'IAC-Carioca Aruã', era resistente ao fungo da antracnose.

Os cultivares IAC-Carioca Pyatã e IAC-Carioca Akytã são provenientes de seleções realizadas na geração F3 do cruzamento DOR41 x (10-3-1.TU1B1-2.10-9-1). Pelos estudos de progênies nas gerações F4 e F5, mediante inoculações artificiais em laboratório, verificou-se que as linhagens H853-50-2 e H853-50-6, as quais originaram, respectivamente, os cultivares IAC-Carioca Pyatã e IAC-Carioca Akytã, eram resistentes ao agente da antracnose.

O 'IAC-Bico de Ouro' é o resultado de seleção efetuada na geração F4 do cruzamento H5380-41 x AB136, do qual se originou a linhagem H8557-54, considerada resistente e homozigota para o agente da antracnose em F5, pelo estudo de progênie.

Todos os cruzamentos citados, assim como as gerações F1 desenvolveram-se em casa de vegetação. As demais gerações, a partir de F2, foram colocadas em condições de campo no Centro Experimental de Campinas para seleções individuais, visando à arquitetura de planta e à resistência aos patógenos presentes.

Características: o cultivar IAC-Una apresenta plantas eretas, de crescimento indeterminado, com guia curta a longa em função das condições ambientes e flores violeta. Suas hastes são tingidas dessa cor e as vagens, verde-claras com ou sem listras avermelhadas na maturação fisiológica, passando para cor de palha, com ou sem ligeira variegação na forma de manchas ou estrias azuladas, na colheita.

O ciclo médio de suas plantas, do plantio à colheita, está em torno de 94, 92 e 105 dias, para o cultivo das águas, da seca e de inverno respectivamente. Suas sementes são elípticas, não compressas e apresentam tegumento preto com massa média de 23,50 g/cem sementes (Quadro 1).

 

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O 'IAC-Maravilha' revela plantas eretas, de crescimento indeterminado, com guia curta a longa dependendo do ambiente, hastes e flores violeta, vagens ligeiramente recurvadas, verde-arroxeadas a arroxeadas em início de maturação fisiológica, passando para roxo-escuras uniformes quando secas. O ciclo médio das plantas, do plantio à colheita, está próximo de 98, 95 e 105 dias, para a lavoura das águas, da seca e de inverno respectivamente. Suas sementes são elípticas, não compressas, com casca de cor preta e massa média de 24,47 g/cem sementes (Quadro 1).

Os cultivares IAC-Carioca Aruã, IAC-Carioca Pyatã e IAC-Carioca Akytã, do grupo Diversos (Abrahão, 1960), mostram plantas de crescimento indeterminado, guia curta a longa em função do ambiente, porte semi-ereto a ereto, hastes verdes com ou sem pigmentação avermelhada e flores brancas. Suas vagens, em início de maturação fisiológica, são verde-claras a amareladas, com estrias avermelhadas no IAC-Carioca Aruã e no IAC-Carioca Akytã; no IAC-Carioca Pyatã, muda apenas a coloração de fundo, que é verde-amarelada. Quando secas, tais vagens são cor de palha ou creme-claras, com ou sem estrias avermelhadas. As plantas dos três cultivares apresentam ciclo médio, do plantio à colheita, semelhante ao observado para o 'Carioca 80SH', isto é, em torno de 98, 93 e 105 dias, respectivamente, para o cultivo das águas, da seca e de inverno.

As sementes do 'IAC-Carioca Aruã' são reniformes, com hilo emerso, tegumento creme-claro a creme-claro marmorizado com listras marrom-claras, e halo creme mais forte. As do 'IAC-Carioca Pyatã' são retangulares, compressas, de cor creme a creme marmorizado, com listras marrons e halo creme.

As sementes do 'IAC-Carioca Akytã' são retangulares, não compressas, de tegumento creme-creme marmorizado, listras marrons e halo creme. Nesses cultivares, algumas sementes podem apresentar a coloração das listras cobrindo quase totalmente a de fundo, deixando pequenas pontuações. Essas sementes darão origem a outras com coloração normal. Os valores da massa média de cem sementes do 'IAC-Carioca Pyatã' e do 'IAC-Carioca Akytã' correspondem, respectivamente, a 25,55 e 21,60 g, comparados a 22,90 g do controle 'Carioca 80SH' (Quadro 1). Para o 'IAC-Carioca Aruã', a massa média de cem sementes é de 22,0 g e para o 'Carioca 80SH' (IAC-Carioca), de 22,71 g (Quadro 1).

As plantas do cultivar IAC-Bico de Ouro apresentam características semelhantes às do IAC-Carioca Pyatã, diferindo apenas quanto à coloração de suas vagens, que, em início de maturação, são verde-claras.

O ciclo médio das plantas do 'IAC-Bico de Ouro', do plantio à colheita, é de 95, 100 e 107 dias, respectivamente, para o cultivo das águas, da seca e de inverno. Suas sementes são retangulares, não compressas, de tegumento creme-creme marmorizado, podendo apresentar, em alguns casos, minúsculas pontuações marrons e halo alaranjado. A massa média de cem sementes foi de 22,70 g e 22,90 g para `IAC-Bico de Ouro' e 'Carioca 80SH' respectivamente. (Quadro 1).

 

Resultados e Discussão

Capacidade produtiva e adaptação: a produção média observada para o 'IAC-Una', no plantio das águas (1990-92), da seca (1990-92) e de inverno (1989-1992), em vários municípios paulistas, foi de 2.133 kg/ha, sendo de 1.950 kg/ha a do controle 'Carioca 80SH' (IAC-Carioca) (Quadro 1).

As produções médias do 'IAC-Una' no cultivo das águas (Paranapanema, Capão Bonito, 1990-92; Itaberá, 1990, 92; Mococa, 1991, 92; Itaí, 1990; Ribeirão Preto, 1992), da seca (Paranapanema, Capão Bonito, Itaberá, 1990-92; Itararé, 1990-91; Mococa, 1990, 92; Itaí, 1990; Riversul, 1991; Pariquera-Açu, 1992) e de inverno (Pariquera-Açu, Aguaí, Ribeirão Preto, Votuporanga, 1990-92; Campinas, 1989-90; São José dos Campos, 1990; Roseira, 1992) foram, respectivamente, de 2.390, 1.892 e 2.118 kg/ha, para 2.236, 1.703 e 1.910 kg/ha, do 'Carioca 80SH'. As produções médias de sementes do 'IAC-Maravilha' e do 'Carioca 80SH' foram, respectivamente, 1.966 e 1.942 kg/ha nas três épocas de cultivo de 1990-92.

As produções médias do 'IAC-Maravilha' no plantio das águas (Paranapanema, Capão Bonito, 1990-92; Itaberá, 1990, 92; Mococa, 1991-92; Itaí, 1990; Ribeirão Preto, 1992), da seca (Paranapanema, Capão Bonito, 1990-92; Itaberá, 1991-92; Mococa, 1990, 92; Riversul e Itararé, 1991; Pariquera-Açu, 1992) e de inverno (Ribeirão Preto, Pariquera-Açu, Aguaí, 1990-92; Votuporanga, 1990-91; Taubaté, 1990; Roseira, 1992) foram, respectivamente, de 2.075, 1.592 e 2.231 kg/ha, comparadas a 2.313, 1.510 e 2.003 kg/ha, observadas para o `Carioca 80SH' (Quadro 1).

Quanto ao teor protéico das sementes, observaram-se os valores de 24,24 e 24,11% para o 'IAC-Una' e para o controle 'Carioca 80SH' respectivamente, assim como os valores de 28,30 e 24,63% correspon-deram ao 'IAC-Maravilha' e ao 'Carioca 80SH' (Quadro 1). Os cultivares IAC-Una e IAC-Maravilha, pertencentes ao grupo Preto (Abrahão, 1960), são resistentes aos patógenos da antracnose, da ferrugem e do mosaico comum, além disso, a arquitetura de suas plantas permite a colheita mecânica.

O cultivar IAC-Carioca Aruã produziu, em média, 2.041 kg/ha, no cultivo das águas (1990-92), no da seca (1990-93) e no de inverno (1990-93), enquanto o 'Carioca 80SH' (IAC-Carioca) produziu 1.967 kg/ha (Quadro 1). As produções médias do 'IAC-Carioca Aruã' no plantio das águas (Paranapanema, Capão Bonito 1990-92; Itaberá 1990, 92; Mococa, 1991-92; Itaí, 1990; Ribeirão Preto, 1992), no da seca (Capão Bonito, 1990-93; Mococa, 1990, 92, 93; Paranapanema, 1990, 91, 93; Itaberá, 1991-93; Pariquera-Açu, 1992-93; Riversul, Itararé, 1991) e no de inverno (Ribeirão Preto, Aguaí 1990-93; Pariquera-Açu, 1990-92; Votuporanga, 1990, 91, 93; Roseira, 1992-93; Taubaté, 1990) foram, respectivamente, de 2.115, 1.724 e 2.288 kg/ha, comparadas a 2.308, 1.530 e 2.138 kg/ha, verificadas para o 'Carioca 80SH' (Quadro 1).

Os conteúdos médios de proteína obtidos nas sementes do 'IAC-Carioca Aruã' e 'Carioca 80SH' (IAC-Carioca) foram, respectivamente, de 24,20 e 24,63% (Quadro 1).

A média geral da produção de grãos do 'IAC-Carioca Pyatã' e 'IAC-Carioca Akytã' no plantio das águas (1990-92), da seca (1990-93) e de inverno (1989-93) foi, respectivamente, de 2.234 e 2.138 kg/ha, sendo de 1.947 kg/ha, a do 'Carioca 80SH'. As produções médias para esses dois cultivares nas águas (Capão Bonito, Paranapanema, 1990-92; Itaberá, 1990, 92; Mococa, 1991-92; Itaí, 1990; Ribeirão Preto, 1992), na seca (Capão Bonito, Itaberá, 1990-93; Parana-panema 1990-92; Itararé, 1990-91; Mococa, 1990, 92; Pariquera-Açu, 1992-93; Itaí, 1990; Riversul, 1991) e no inverno (Pariquera-Açu, Votuporanga, 1989-93; Ribeirão Preto, 1990-93; Aguaí, 1990-92; Campinas, 1989-90; Roseira, 1992-93; São José dos Campos, 1990) foram, respectivamente, de 2.381 e 2.275, de 2.073 e 1.882 e de 2.247 e 2.256 kg/ha. As produções médias do 'Carioca 80SH' nas águas, na seca e no inverno foram, respectivamente, de 2.169, 1.570 e 2.101 kg/ha (Quadro 1).

Os teores médios de proteína nos cultivares IAC-Carioca Pyatã e IAC-Carioca Akytã foram, respectivamente, 25,12 e 24,07%, e para o controle 'Carioca 80SH', 23,60% (Quadro 1).

A produção média do 'IAC-Bico de Ouro' para o cultivo das águas (1990-92), da seca (1990-93) e de inverno (1989-93) foi de 1.775 kg/ha, comparada a 1.976 kg/ha, do 'Carioca 80SH'. As médias verificadas para o cultivo das águas (Capão Bonito, Paranapanema, 1990-92; Itaberá, 1990, 92; Mococa, 1991-92; Itaí, 1990; Ribeirão Preto, 1992), da seca (Capão Bonito, Itaberá, 1990-93; Paranapanema, 1990-92; Itararé, 1990-91; Mococa, 1990, 92; Pariquera-Açu, 1992-93; Itaí, 1990; Riversul, 1991) e de inverno (Votuporanga, 1989-93; Ribeirão Preto, 1990-93; Pariquera-Açu, Aguaí, 1990-92; Campinas, 1989-90; Roseira, 1992, 93; São José dos Campos, 1990) foram, respectivamente, de 1.881, 1.173 e 2.270 kg/ha, sendo de 2.169, 1.570 e 2.190 kg/ha as produções médias do 'Carioca 80SH' (Quadro 1).

Por esses resultados, nota-se que o cultivar IAC-Bico de Ouro não se adapta ao plantio da seca, mostrando, no entanto, boas produções médias no cultivo das águas e de inverno. A produção média, portanto, para essas duas épocas, foi de 2.075 kg/ha e a do 'Carioca 80SH', de 2.179 kg/ha (Quadro 1).

A quantidade média de proteína encontrada nas sementes do 'IAC-Bico de Ouro' foi de 26,30%, enquanto a observada para o 'Carioca 80SH' foi de 23,60% (Quadro 1).

Os cultivares IAC-Carioca Aruã, IAC-Carioca Pyatã, IAC-Carioca Akytã e IAC-Bico de Ouro, este último do grupo de mesmo nome (Abrahão, 1960), são resistentes aos agentes patogênicos da antracnose e do mosaico comum, além de mostrar bons níveis de resistência aos fungos da mancha- angular e da ferrugem. Pelo porte de suas plantas, poderão ser colhidos mecanicamente.

 

Conclusão

Os cultivares IAC-Una, IAC-Maravilha, IAC-Carioca Aruã, IAC-Carioca Pyatã, IAC-Carioca Akytã, por suas elevadas produções médias, resistência aos patógenos mencionados e boa arquitetura da planta, são recomendados para as três épocas de cultivo: das águas, da seca e de inverno; no caso do 'IAC-Bico de Ouro', a recomendação se faz para a época das águas e de inverno, em todo o Estado de São Paulo.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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(1) Recebido para publicação em 14 de fevereiro e aceito em 21 de outubro de 1996.

(2) Seção de Genética, Instituto Agronômico (IAC), Caixa Postal 28, 13001-970 Campinas (SP).

(3) Com bolsa de produtividade científica do CNPq.