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Revista Gaúcha de Enfermagem - Why do I do it and not publish it? Part 2

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Revista Gaúcha de Enfermagem

On-line version ISSN 1983-1447

Rev. Gaúcha Enferm. (Online) vol.32 no.1 Porto Alegre Mar. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S1983-14472011000100001 

EDITORIAL

 

Por que faço e não publico? Parte 2

 

 

Eneida Rejane Rabelo

Professora Adjunta da Escola de Enfermagem e dos Programas de Pós-Graduação em Enfermagem e em Ciências Cardiovasculares: Cardiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Coordenadora da Clínica de Insuficiência Cardíaca do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Bolsista de Produtividade em Pesquisa – CNPq

 

 

As orientações para redação científica que seguem na parte 2 do Editorial "Por que faço e não publico?", descritas a seguir, são direcionadas para a área quantitativa de pesquisa; entretanto, podem ser consideradas por pesquisadores de abordagens qualitativas.

1) Defina a revista para o envio do artigo e escreva desde o início conforme as normas de publicação. Leia alguns artigos da última edição: isso permite que você se habitue ao estilo dos artigos já publicados.

2) Antes de iniciar um ensaio clínico randomizado, leia as diretrizes para esse tipo de delineamento e registre no Registro de Ensaios Clínicos Brasileiros (REBRAC) (1) ou no site do Clinical Trials (2). As revistas nacionais e internacionais exigem o número de registro no momento da submissão.

3) É altamente recomendado que você utilize statments para a escrita científica conforme o desenho do seu estudo. Os principais tipos de estudos com seus respectivos statments são: ensaio clínico randomizado, CONSORT(3); estudos transversais, STROBE(4); estudos diagnósticos, STARD(5); revisões sistemáticas com metanálises, PRISMA(6); e estudos qualitativos, COREQ.­(7)

4) Ocasionalmente é justificado o uso da primeira pessoa na redação cientifica mas, em geral, a terceira é preferível.

5) A redação científica deve ser clara, objetiva, escrita em ordem direta e com frases curtas e de impacto.

6) Antes de iniciar o texto, organize um roteiro com as ideias e a ordem lógica em que elas serão apresentadas. Só escrevem com clareza aqueles que têm as ideias claras na mente. Alguns grupos, como por exemplo, o Research on Research da Duke University, disponibilizam pela internet templates (exemplos) que orientam e facilitam muito a escrita científica.(8)

7) Tenha sempre em mãos um dicionário e, na dúvida, consulte-o.

8) Escreva na ordem direta: sujeito + verbo + complemento. Os estudantes de retórica, linguística e psicologia cognitiva nos trazem dicas fantásticas sobre a sequência que deve ser dada para as palavras e as ideias dentro de um texto. (9)

9) Cuidado com frases que necessitam de muitas vírgulas. Uma frase repleta de vírgulas está pedindo pontos. Caso tenha dúvida, use o ponto. Se a informação que você está querendo passar não merece nova frase, provavelmente ela não é importante e pode ser eliminada.

10) Evite orações intercaladas, parênteses e travessões.

11) Use apenas os adjetivos e os advérbios indispensáveis.

12) Evite repetições. Procure não empregar aumentativos, diminutivos e superlativos mais de uma vez num mesmo parágrafo.

13) Evite ecos (ex. "evolução da produção") e cacófatos (ex. "...uma por cada tratamento").

14) Prefira frases afirmativas.

15) Sentenças escritas em voz passiva (ex. "...pacientes foram acompanhados") são muito utilizadas em relatórios e trabalhos científicos, mas algumas revistas contra indicam o seu uso.

16) Um parágrafo é uma unidade de pensamento. Sua primeira frase deve ser curta, enfática e, preferencialmente, conter a informação principal; as demais devem corroborar o conteúdo apresentado na primeira. A última frase deve servir de ligação com o parágrafo seguinte. O objetivo principal de um texto científico não é a mera exposição de idéias, mas sim a comunicação real de informações e pensamentos. Os editores e leitores precisam identificar exatamente o que o autor tinha em mente. (9)  

 Prezados pesquisadores, as sugestões acima, assim como a leitura das referências recomendadas que embasem esse editorial  trazem mais detalhes sobre redação científica e merecem leitura. Todos os autores têm seu estilo particular de escrever; no entanto, algumas sugestões aqui descritas são acordadas cientificamente. 

Os artigos desta edição exemplificam esse pensar na medida em que foram submetidos a um processo de avaliação, cuja criticidade científica é a exigida por bases de dados internacionais, para a indexação de periódicos que apresentam o qualis que lhe conferem cientificidade e credibilidade na comunidade científica  pela qualidade de suas publicações, caso da Revista Gaúcha de Enfermagem.

Descritores: Comunicação e Divulgação Científica; Redação; Enfermagem 

 

Referências

1. Ministério da Saúde [homepage na internet]. Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos. [acesso em 9 jun 2011]. Disponível em: https://www.ensaiosclinicos.gov.br/assistance/faq/        [ Links ]

2. National Institutes of Health [homepage na internet]. Clinical Trials. [acesso em 9 jun 2011]. Disponível em: https://www.register.clinicaltrials.gov/        [ Links ]

3. Schulz KF, Altman DG, Moher D; CONSORT Group. CONSORT 2010 statement: updated guidelines for reporting parallel group randomised trials. BMJ. 2010 Mar 23;340:c332. doi: 10.1136/bmj.c332. PubMed PMID: 20332509; PubMed Central PMCID: PMC2844940.         [ Links ]

4. Von Elm E, Altman DG, Egger M, Pocock SJ, Gøtzsche PC, Vandenbroucke JP; STROBE Initiative. The Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology (STROBE) statement: guidelines for reporting observational studies. J Clin Epidemiol. 2008 Apr;61(4):344-9. PubMed PMID: 18313558.         [ Links ]

5. Bossuyt PM, Reitsma JB, Bruns DE, Gatsonis CA, Glasziou PP, Irwig LM, Lijmer JG, Moher D, Rennie D, de Vet HC; STARD Group. Towards complete and accurate reporting of studies of diagnostic accuracy: the STARD initiative. Fam Pract. 2004 Feb;21(1):4-10. PubMed PMID: 14760036.         [ Links ]

6. Liberati A, Altman DG, Tetzlaff J, Mulrow C, Gøtzsche PC, Ioannidis JP, Clarke M, Devereaux PJ, Kleijnen J, Moher D. The PRISMA statement for reporting systematic reviews and meta-analyses of studies that evaluate health care interventions: explanation and elaboration. PLoS Med. 2009 Jul 21;6(7):e1000100. Epub 2009 Jul 21. PubMed PMID: 19621070; PubMed Central PMCID: PMC2707010.         [ Links ]

7. Tong A, Sainsbury P, Craig J. Consolidated criteria for reporting qualitative research (COREQ): a 32-item checklist for interviews and focus groups. Int J Qual Health Care. 2007 Dec;19(6):349-57. Epub 2007 Sep 14. PubMed PMID: 17872937.         [ Links ]

8. Duke University [homepage na internet]. Research on Research. [acesso em 9 jun 2011]. Disponível em: https://www.researchonresearch.duhs.duke.edu/        [ Links ]

9. Gopen GD and Swan JA.  If the reader is to grasp what the writer means, the writer must understand what the reader needs. American Scientist 1990 Nov-Dec 78: 550-558 [acesso em 9 jun 2011]. Disponível em: https://www.americanscientist.org/issues/id.877,y.0,no.,content.true,page.1,css.print/issue.aspx        [ Links ]

 

Referências recomendadas para leitura sobre as recomendações de escrita científica.

1. Valenti WC. Cientistas também precisam ter estilo. Jornal do Conselho Regional de Biologia. 1998; 49:7-7.         [ Links ]

2. Davidson AJ, Carlin JB. What a reviewer wants. Pediatr Anaesth. 2008;18(12):1149-56.         [ Links ]

3. Van Way III CW. Writing a scientific paper. Nutr Clin Pract. 2007;22(6):636-40.         [ Links ]

4. Abrahamsohn, PA. Redação científica. 1ª ed. Guanabara Koogan; 2004.         [ Links ]